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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O SIMPÁTICO SUBSERVIENTE.

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Foto montagem do portal Conversa Afiada. E é de lá também a reportagem que se segue em que o candidato derrotado a presidente, JOSÉ SERRA, é apontado como um entreguista dos nossos bens e recursos naturais. Veja o que o subserviente SERRA pretendia fazer, se eleito fosse, com o nosso petróleo e a Petrobras.
A nossa riqueza é do povo brasileiro, mas a sua ideologia é de que devemos ser cordeirinhos dos Estados Unidos e entregar tudo para eles. A mentalidade colonialista e colonizada que ainda pesa sobre nós.
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Mas o povo, mesmo sem saber desse plano deplorável dele, fez saber através do voto que ele não é uma pessoa adequada para presidir o nosso país. Basta observar que ele é do mesmo partido e defende os mesmos fundamentos econômicos de FHC. Já bastaram oito anos para percebermos o quanto eles foram malignos para o Brasil.


PETROLEIRAS FORAM CONTRA NOVAS REGRAS PARA PRÉ-SAL
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Repórteres:
JULIANA ROCHA de Brasília e CATIA SEABRA de São Paulo.
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Segundo telegrama do WikiLeaks, Serra prometeu alterar regras caso vencesse
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Assessor do tucano na campanha confirma que candidato era contrário à mudança do marco regulatório do petróleo
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As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.
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É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA, de dezembro de 2009, obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.
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“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.
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Um dos responsáveis pelo programa de governo de Serra, o economista Geraldo Biasoto confirmou que a proposta do PSDB previa a reedição do modelo passado.
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“O modelo atual impõe muita responsabilidade e risco à Petrobras”, disse Biasoto, responsável pela área de energia do programa. “Havia muito ceticismo quanto à possibilidade de o pré-sal ter exploração razoável com a mudança de marcos regulatórios que foi realizada.”
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Segundo Biasoto, essa era a opinião de Serra e foi exposta a empresas do setor em diferentes reuniões, sendo uma delas apenas com representantes de petroleiras estrangeiras. Ele diz que Serra não participou dessa reunião, ocorrida em julho deste ano. “Mas é possível que ele tenha participado de outras reuniões com o setor”, disse.

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SENSO DE URGÊNCIA
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O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.
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O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.
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A executiva da Chevron relatou a conversa ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio.
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A mudança que desagradou às petroleiras foi aprovada pelo governo na Câmara no começo deste mês.
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Desde 1997, quando acabou o monopólio da Petrobras, a exploração de campos petrolíferos obedeceu a um modelo de concessão.
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Nesse caso, a empresa vencedora da licitação ficava dona do petróleo a ser explorado -pagando royalties ao governo por isso.
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Com a descoberta dos campos gigantes na camada do pré-sal, o governo mudou a proposta. Eles serão licitados por meio de partilha.
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Assim, o vencedor terá de obrigatoriamente partilhar o petróleo encontrado com a União, e a Petrobras ganhou duas vantagens: será a operadora exclusiva dos campos e terá, no mínimo, 30% de participação nos consórcios com as outras empresas.
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A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.
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Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora-chefe” também é relatado com preocupação.
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O consuladotambém avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.
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O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.
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Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.
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Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.
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Reportagem do portal Conversa Afiada que você pode acessar direto AQUI.
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