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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

SOBRE A INGRIDY, DE NOVO.

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Mais uma notícias da INGRIDY. Desta vez é sobre o resultado do vestibular da UFPI (PSIU) 2008 que saiu hoje. Ela foi aprovada no curso Bacharelado em Comunicacao Social - Jornalismo / Integral - Teresina para o 1º PERÍODO. Dessa vez ela ficou na 20ª posição. Meus parabéns mais uma vez, minha filha. A sua escolha depende exclusivamente de sua determinação.
Ela acaba de fazer a matrícula no curso de Direito do CEUT, pelo ProUni, que conseguiu através do ENEM. Vou já tomar uma com o professor VEVÉ (EVERARDO DE SOUSA LUZ - Física - Campus da UFPI - Floriano).
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

HUMOR.

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Este desenho é do QUINO. "Menu literal".
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MAIS UMA DO FILÓSOFO.

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Enquanto não retorno das férias vou atualizando meu Blogue com textos do Filósofo PAULO GHIRALDELLI JR. Além de ser uma leitura agradável e perspicaz ele aborda temas relacionados a assuntos de interesses variados.
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Este texto fala sobre ideologia. Do meu ponto de vista entendo que qualquer pessoa que escreve textos deve saber claramente a que se destina suas ideias. É burrice escrever alguma coisa e depois dizer que é um texto neutro. Não existe neutralidade quando se trata de ser humano.
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As ideias utilizadas na elaboração do texto estão impreganadas de tendências. É a sua ideologia. Quer saiba ou não o escritor. Quer queira ou não. A que se destina o texto escrito? A nada? Por nada? Qualé!
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A seguir o artigo do Filósofo:
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“QUERO SER ESCRITOR POLÍTICO, O QUE FAÇO?”
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19/01/2009.
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"Isenção” para a extrema direita que circunda a revista Veja funciona assim: ou você chama qualquer pessoa que tem algum propósito de “olhar pelo social” de comunista ou você é “parcial”. O problema desse tipo de atitude é que o comunismo é recriado, ou melhor, é criado a partir do nada.
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Ninguém é comunista, salvo meia dúzia de pessoas que pararam no tempo antes mesmo do fim da URSS. Mas, ninguém hoje em dia deixa de ter um “olhar pelo social”. Até mesmo os que defendem um liberalismo pré-século XIX, acabam tendo de se preocupar com distribuição de renda, papel do estado na economia para além do que postulava um liberal clássico, ampliação (ou não) de sistemas criados com o Welfare State etc. E como todos têm algum “olhar pelo social”, então todos se tornam “perigosos” para uma parte dos extremistas que rodeiam a Veja.
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O mais engraçado é que como em termos positivos não há muito quem apoiar com o perfil que os radicais de direita desejam, eles terminam por enaltecer figuras de centro. E então, ao se dependurarem nelas, passam a imagem de que elas seriam bem mais duras do que são. Isso é tão verdade que um político que já foi da área de educação, contou outro dia em uma roda de amigos: eu tenho medo de ser elogiado na Veja. O político inteligente é aquele que recusa de ter o apoio da Veja. Pois, uma vez na Veja ele pode cair nas graças de um Reinaldo de Azevedo ou de um Mainardi, e então deslizar para os braços também de algum desequilibrado mais à direita ainda. E uma vez citado benevolamente por esse tipo de gente, o risco de não ser levado mais a sério é grande.
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A revista Veja, agora, se tornou uma faca de dois gumes. Alguém da Veja telefona para você, querendo uma entrevista (como já ocorreu comigo!), e eis dá aquela sensação ruim de que não há o que dizer: abro minha boca ou não? Como filósofo não preciso abrir minha boca para uma revista – posso decidir isso. Mas, e se a pessoa é um político, que vive do voto, que vive de conversar e gastar saliva? Vai se negar a conversar? O problema é que, se falar coisas à esquerda, não sai, e se falar coisas bem à direita, é elogiado, e se falar coisas analíticas, tentando ir a fundo do tema, não é entendido. Ora, esse crivo mata qualquer político, pois o eleitorado de direita, no perfil do leitor da Veja, é o tipo de gente que age não como Mainardi ou Azevedo, mas de modo parecido com os desiquilibrados que os circundam. Ora, Mainardi e Azevedo não se preocupam com isso, pois sabem que não é eles que têm leitores, mas o meio de comunicação que eles têm nas mãos que os fazem serem lidos. E eles sabem bem que são limitados em termos culturais. Mas há os que circundam em torno deles que são doidos. Então, falar à Veja – assim pensa o político que não é bobo – pode ser um meio caminho para colocar o pé na lama e se afundar, ganhar uma coloração envelhecida de viúva da TFP, caso um doido desses invente de falar bem de você.
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É claro que o inverso também é verdade. Ninguém que tem algum juízo quer ser colocado ao lado de um esquerdista que defende o regime de Fidel Castro. Aliás, Niemeyer diz coisa boa de Fidel e é ouvido por conta da idade – as pessoas de bom senso que escutam dão desconto. Todavia, a esquerda fora-de-propósito tem lá seus protetores, pois, por conta de certa condescendência dos democratas, acaba sobrevivendo. Por exemplo, Frei Beto escreve elogiando Fidel, que foi visivelmente um assassino, e vários democratas acabam tolerando isso, pois, afinal, ainda vivemos com um corporativismo de esquerda que é esquisito. E talvez seja isso que faz com que muita gente tenha medo de escrever coisa que eu não tenho medo de escrever. Por exemplo, não tenho nenhum medo de escrever que Saramago é um estalinista, que é uma figura deprimente que não ajuda nem um pouco o pensamento de esquerda. Mas muitos temem dizer isso, embora pensem assim.
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Assim, no caso da esquerda, não são os políticos que temem uma aproximação com extremistas, são os intelectuais democratas sérios que, não raro, se acovardam. Ou seja, não há uma revista de esquerda que nos cause o constrangimento que a Veja causa, todavia, nunca enxergo nos órgãos da esquerda uma postura francamente democrática, como a que existia nos anos oitenta entre os eurocomunistas. Em outras palavras, quando tudo indicava que iríamos ampliar nossos discursos social-democratas, nós, os da esquerda democrática, começamos a nos deixar levar no bolo de pessoas que falam bem de Chavez, e até nos calamos quando há certas críticas veladas a Obama para, então, descambar para a droga da frase “os Estados Unidos são imperialistas” e blá blá blá. Somos medrosos. Esquisito isso! Justamente após a perda de força do comunismo estalinista, nós acabamos nos deixando levar por discursos estalinistas. Justamente agora, que nós poderíamos analisar melhor, acabamos não analisando nada e reiterando discursos da esquerda carcomida.
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A mostra disso é o Fórum Social Mundial. Um monte de gente vai até lá para simplesmente vender livrinho doutrinário que quer provar que o Chávez tem o direito de ficar eternamente no poder, caso isso seja votado de forma plebiscitária! É claro que, neste caso, o que há é um mercado francamente capitalista de produção e circulação de literatura barata de um esquerdismo tolo. Mas a necessidade de “conquistar espaço” é tão grande, que às vezes encontramos ali intelectuais de certo renome brigando por um espacinho no cenário internacional, com medo de ter seus livros esquecidos. Isso é deprimente. Vemos então gente escrevendo coisas que nem mais acredita, mas que se mantém nisso por uma razão simples: seu público, ou o público que formou, ainda acredita naquilo! A esquerda não democrática faz muito isso! E não são poucos os escritores que agem assim. Vendem a alma para um demônio esquisito e conhecido, que são eles mesmos, ou melhor, eles mesmos no passado!
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Tenho tentado romper com isso há duas décadas ou mais. Tenho tentado sair dessa mediocridade tanto no âmbito da filosofia, nos seus aspectos mais técnicos, e também na imprensa, nos artigos mais populares. Não temos que temer de levantar erros nossos, ou da direita ou da esquerda. Não temos que fugir da condição de filósofos e deixar de analisar caso a caso. Pois, se perdemos isso, acabamos como filósofos. Caso não possamos fazer isso, a de analisar tudo doa a quem doer, não valemos mais nada como escritores.
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O grande erro dos discursos ideológicos extremistas não é o fato de tais discursos serem extremistas. A questão é outra: é que, em geral, o opositor é mostrado como o culpado de tudo do mesmo modo que Lúcifer acabou ficando perante Deus. Ora, quem é culpado de tudo, não é culpado de nada. Foi isso que escrevi para Olgária Matos, no artigo dela criticando “o capitalismo” no caso da Guerra em Gaza, na revista Carta Capital. Ela culpa o capitalismo por tudo. Faz um artigo sobre a greve na USP e diz que o capitalismo é o culpado. Há a guerra em Gaza e o capitalismo é o culpado. Esse tipo de discurso de esquerda acaba caindo no vazio, pois quem tem bom senso percebe que isso é uma fuga da filosofia, é a tentativa de não mais analisar as coisas. Eu fiquei feliz ao ver que ela deu razão para a minha crítica. Isso é sinal de que, no caso dela, as coisas ocorreram assim por escorregão, e não por determinação.
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Agora, essa atitude de encontrar sempre o mesmo sparring acontece com gente do tipo de Mainardi. Tudo para ele que vem do Lula é ruim, sem qualquer análise. Ou tudo que vem da esquerda não presta. Então, em determinado momento, ele já não tem mais leitores inteligentes. As pessoas que o estão escutando são surdas. São aquelas pessoas que não querem se informar ou analisar, elas querem apenas discursos doutrinários para confirmar o ódio que possuem por qualquer um que “olhe pelo social”. Também aqui, em uma situação assim, não temos morada para a filosofia.
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Não estou dizendo com isso que é virtude ser de centro. Lembram de Renato Janine apoiando veladamente o Lula na época do “mensalão”, dizendo que não tínhamos direito de julgar por meio de uma ótica moral o que é do âmbito público, da ética? Ora, aquilo de tentar ficar em cima do muro, para garantir emprego no governo, foi deprimente. Não, a posição centrista, sincera ou não, não tem virtude em si mesma. Aliás, quem achou que Aristóteles disse que a “virtude está no meio”, apontando o centro como uma boa posição, não entendeu nada. Não, ao contrário, um discurso centrista doutrinário é uma droga.
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Meu alerta é para aqueles jovens que começam a escrever, começam a estudar filosofia ou ciências humanas, e que não percebem que os bons filósofos e escritores são os que apertam feridas, mesmo quando as feridas vão doer neles mesmos. O bom filósofo e o bom escritor é antes de tudo um curioso sem excessiva prudência. O que mais o agrada é apontar para aquilo que todos olham e realmente enxergam, pois ele acredita que ainda há o que dizer do que está sendo dito. É o banal que é seu objeto. E o seu próprio rabo está depositado em cima do banal. Portanto, o filósofo-escritor é o contrário daquele macaco que senta na cauda e fala da cauda dos outros, ele é o que fala da cauda dos outros no que elas tem da sua cauda também. O filósofo tem uma completa falta de pudor, e nisso sua mão de escritor funciona bem. Ele é aquele para quem o demônio, o culpado de tudo, nunca existiu. O escritor de política, mesmo não sendo filósofo, poderia imitá-lo nisso.
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Paulo Ghiraldelli Jr.
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Filósofo.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"ADEUS GUANTANAMO BAY, VAI TARDE!"



RICHARD RORTY: Filósofo pragmatista estadunidense. Nasceu em Nova York em 1931 e faleceu em 2007.
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O texto a seguir é do Filósofo PAULO GHIRALDELLI JR. Dedico aos leitores do Blogue porque são pessoas que gostam de ler e se informar e não ficam com cara de bobo quando falam sobre esse e outros assuntos aqui abordados sobre vários pontos de vista.
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23/01/2009.
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No primeiro dia de governo, o Presidente Barack Obama mandou fechar a prisão de Guantanamo Bay, na ilha de Cuba. Sinto-me pessoalmente aliviado. Participei da maioria das campanhas contra a existência daquela prisão. Vislumbramos agora o fim do pesadelo.
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Um dia após o ataque de Bin Laden aos Estados Unidos, meu amigo Richard Rorty escreveu um artigo que ecoou o mundo rapidamente. Inclusive, este artigo foi publicado no mesmo dia aqui no Brasil, pela Folha de S. Paulo. Rorty estava solidário às vítimas. Mas, fazendo o papel que no passado coube a John Dewey, ele não deixou de ser o que um autêntico filósofo deve ser: a consciência crítica de sua nação. Assim agindo, escreveu dizendo que estava pedindo desculpas antecipadas pelo que o seu país faria dali para diante.
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Diferentemente de Habermas, que apoiou a invasão do Afeganistão, pois naquele caso a ONU endossou o trabalho conjunto de forças aliadas, Rorty não apoiou ou deixou de apoiar. Ele apenas constatou que seria mais uma guerra, e que os excessos seriam cometidos e, desta vez, por um governo que ele não via como legítimo. Todavia, na invasão do Iraque, Rorty discordou frontalmente, e a partir dali até sua morte recente, em 2007, ele se tornou rapidamente um crítico feroz contra a política de Bush.
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Até muito perto de seus últimos meses de vida, Rorty esteve pessimista quanto ao futuro da América. Todavia, nos últimos dias, ele começou a ver sinais de mudança. Na verdade, eu fui avisado da mudança antes mesmo que ele. Meu amigo Cody Carr, jovem filósofo e, hoje, advogado, esteve no início da década aqui no Brasil, e aqui publicou um artigo (revista Cult) dizendo: os jovens estão mudando, estão mudando por conta do Rock, do movimento dos artistas, e indicam o nome de um jovem senador para restaurar a democracia: Barack Obama. Recebi cartas e e-mails de gente me perguntando como que eu podia endossar um artigo de um jovem, então estudante de mestrado em filosofia, dizendo aquelas coisas. Não liguei para as objeções. Cody sabia o que estava dizendo. E eu, tendo trabalhado nos Estados Unidos, sabia que ele tinha lá sua razão.
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Depois de uns tempos, conversei com Rorty sobre isso. Ele insistiu comigo que ainda estava pessimista, que a América não estava dando mostras de poder recuperar sua melhor história. No prefácio que fez para um livro dele que traduzi, e que foi publicado aqui pela Martins Fontes, ele se manteve dizendo que a bandeira da democracia, que seu país havia levado adiante no século XX, poderia ser carregada por outros países. Ele chegou a apostar até mesmo no Brasil para tal serviço. Isso foi em 2005. No final de 2006 para 2007 ele começou a pensar diferente. Começou a ver que os jovens estavam se movimentando, e que a América ainda tinha força moral para reagir.
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E a América reagiu. Obama tomou posse e assinou o ato para colocar fim a uma barbárie que manchou o nome da maior e mais duradoura democracia do Planeta, a institucionalização da tortura e a criação de um verdadeiro campo de concentração – é isso que é Guantanamo Bay, nada mais. Ela, agora, será lacrada por ordem do Presidente dos Estados Unidos. E até o final do ano, deverá ser extinta. Inclusive, os julgamentos já pararam. E ontem mesmo, na CNN, alguns torturados, inclusive inocentes que estiveram naquele cativeiro, falaram abertamente sobre o que passaram lá. Um relato insuportável de se ouvir. Estes inocentes já estão em liberdade.
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O cumprimento de uma promessa de campanha um dia após a posse, que era fechar Guantanamo Bay mesmo sob pressão dos conservadores (não podemos esquecer que Barack Obama, com toda a sua popularidade, venceu uma disputa de modo apertado), renova nossas esperanças na democracia e na América. Esse tipo de coisa merece uma comemoração. Fechar Guantanamo Bay é uma vitória que merece mais que este artigo ou um vinho aberto. Merece que tenhamos em mente um elemento central da filosofia de Rorty: “antes esperança que conhecimento”.
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PAULO GHIRALDELLI JR.
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Filósofo.
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"ZOOFILIA É COISA DE DEUSES".


Um gaúcho muito amigo meu sempre diz: “barranquear uma égua a céu aberto, bah! Coisa boa demais! É bom para os nervos”. É claro que não só égua. Cabritas também servem. Há até alguns que dão preferência para cabritas.
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Bem, você é contra? Mas veja, trata-se de zoofilia, não pedofilia. A pedofilia gaúcha é o ataque aos pôneis. Tudo indica que esse bichinho aí (da foto) é adulto já. Ou é pequeno demais? Bem, não sei, não sou de comer veadinho.
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Bem, o fato é que aí ao lado há o deus Eros “pegando” uma corça, ou seja, um veadinho. A posição é de “enrabamento”. Os deuses gregos não eram tão sofisticados quanto os gaúchos, não usavam o barranco. Pode-se perceber que o bichinho tá dando trabalho.
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Mas, enfim, não creio que esse veadinho escapou do garanhão divino não. E não fiquem com dó, pois dá para ver que nada de mal poderia acontecer com o bichinho, pois, afinal, vejam que o pipi do deus não era lá aquelas coisas. Um pipi adequado à “zoofilia light”, digamos assim. O vereador Claudio, do Rio (que foi ator, lembram?), vive agora protegendo bichos. E ele é todo espiritualizado. Pois bem, acho que ele não ficaria bravo se todos nós, ao ter de barranquear um bichinho desses para relaxar, fizéssemos assim, como o deus grego.
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O problema é que não conseguiremos afinar o pau do modo que Eros fez.
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Por: PAULO GHIRALDELLI JR. - Filósofo.
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Quando li fiquei pensando nos amigos que iam "barranquear" jumentas lá no bairro Tabocas nos nossos tempos de adolescência. Não vou dizer nomes porque não sou de entregar amigos. Mas que haviam vários, haviam. Lembro do revezamento para segurar as jumentas. Uns seguravam a cabeça da coitada enquanto o outro cuidava de aliviar "os nervos". Eles também não eram sofisticados, pois não usavam barrancos.
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Uma das jumentas passou a reconhecer um dos amigos. Quando ele chegava para "barranqueá-la", ela ficava toda serelepe.
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Certa vez o dono a levou para carregar alguns objetos que ele teria de comprar no centro da cidade. Passando pela Rua Sete a jumenta viu esse amigo e começou a relinchar desesperadamente. O dono não entendeu nada, mas todo mundo começou a sorrir. E ele pedia para não falarmos nada.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

PIADINHA LARANJA.

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O LEÃO E O FUNCIONÁRIO PÚBLICO.
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Dois leões fugiram do Jardim Zoológico.
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Na hora da fuga, cada um tomou um rumo diferente, para despistar os perseguidores. Um dos leões foi para as matas e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os leões por todo o lado, mas ninguém os encontrou.
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Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro, faminto, alquebrado. Foi preciso pedir a um deputado que arranjasse uma vaga no Jardim Zoológico.
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Assim, o leão foi reconduzido a sua jaula. Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade, quando um dia o bicho foi recapturado e voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde. Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega:
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- Como é que conseguiste ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde? Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, porque quase não encontrava o que comer … !
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O outro leão então explicou:
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- Enchi-me de coragem e fui esconder-me numa repartição pública.Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele.
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- E por que voltaste então para cá? Tinham acabado os funcionários?
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- Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca se acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo.Tinha comido o diretor geral, dois superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, dez assessores, doze chefes de seção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários e ninguém deu por falta deles!Mas… No dia em que eu comi o que servia o cafezinho… Estraguei tudo!
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Por: [Rosa Irene Ghiraldelli, Nutricionista e Funcionária Pública]
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Se um leão desse se embrenhasse na prefeitura municipal de Floriano ele passaria quatro anos comendo gente e, ao final, ninguém daria falta de nenhum que tivesse sido comido. Por quê? Só pessoas que recebem da prefeitura em cargos comissionados passam de duas mil. Dá para sentir falta de alguém se não se faz nada por lá? Arrisco a dizer que uns dez leões não dariam conta do serviço.
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"SEU" RAIMUNDO DA CARROCERIA.

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Este é o "seu" RAIMUNDO DA CARROCERIA. Gente boa. Trabalhador incansável. Ele mora no São Cristovão no final da Galeria. É exímio construtor e reparador de carrocerias de veículos. Ele diz que vem gente de todo lugar fazer serviço com ele. Se você tiver tempo ele é capaz de contar as muitas histórias que ele diz ter vivido por todos os lugares onde andou. E olhe que é história muita. Sem falar que é muito influente nas artes políticas naquela região.
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Aqui ele conversa com seu parceiro de músicas antigas, o MATIAS. Esses dois têm muitas músicas para cantar juntos. Só falta marcar o dia, o lugar e o público dispoto a ouví-los.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

TROCA DE EXPERIÊNCIAS.

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Saiu em alguns órgãos da imprensa local que o prefeito de Esperantina, CHICO ANTÔNIO (PT), veio fazer uma visita ao prefeito de Floriano, JOEL (PTB), para aprender como administrar uma cidade.
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Vejam só, JOEL está exportando o seu modelo administrativo para o Piauí. Pessoas vindo de outras cidades buscar conhecimentos novos na administração pública com o prefeito de Floriano. Não é brincadeira, não.
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Qualquer pessoa sensata percebe o que quatro anos de administração JOEL fez com nossa cidade. Servir de exemplo para outras cidades só pode ser delírio ou completa desinformação sobre os fatos que ocorrem por aqui.
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Qualquer pessoa sensata procuraria outro modelo de administração para se inspirar. Pois, JOEL não fez nada de diferente do que se fez nos últimos trinta anos de desgovernos subsequentes. Nada de diferente das barbaridades administrativas já então existentes foi feito. Então, por que um prefeito se declara encantado com o modelo JOEL de administração pública?
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Ou essa pessoa é uma profunda desconhecedora das mazelas promovidas por esse modelo em Floriano, ou não tem a menor ideia do que fazer em sua cidade.
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Pobre Esperantina. Se o que é feito aqui for copiado e posto em prática por lá devo alertar seus moradores que em breve (menos de quatro anos) todos estarão desolados, tristes, envergonhados com o que fizeram com a cidade.
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Floriano não era muito melhor do que se encontra hoje, mas com certeza está pior. Exportar as agruras de Floriano é mais uma inacreditável proeza do prefeito JOEL. Não acredito que existam pessoas tão desinformadas das coisas terríveis que acontecem na administração de Floriano.
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Mas se alguns políticos pensam que pelo fato do Piauí ser um dos estados mais pobres do Brasil seja um argumento para disseminar as suas mazelas por todos lados, então, infelizmente temos que repensar as nossas escolhas.
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Não é pelo fato de sermos pobres que temos de espalhar as coisas ruins e ter a certeza que ninguém vai ligar para isso. Nepotismo, clientelismo, patrimonialismo, servilismo, lixo, buracos, obras inacabadas, mato nas ruas... não são práticas propriamente enriquecedoras para um povo. E é isso que JOEL tem a ensinar. Os que virão aqui sabem exatamente o que vão aprender?
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SEMANA PEDAGÓGICA DO INSTITUO FEDERAL.

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Começou hoje às 08h:00 no Campus Floriano a Semana Pedagógica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFET (antigo CEFET). A Semana Pedagógica irá até o dia 30 de janeiro.
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O calendário a seguir dispõe as atividades que serão realizadas no decorrer da semana.
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26/01/2009
08:00 h – Abertura da Semana Pedagógica
08:30 h – Principais mudanças de CEFET para Instituto Federal
10:00 h – Intervalo
10:30 h – Apresentação dos Calendários Acadêmicos
14:00 h – Apresentação do vídeo: Avaliar ou Examinar, eis a questão.
15:00 h – Reflexões sobre o vídeo
16:00 h – Intervalo
16:30 h – Mesa Redonda: Instrumentos de Avaliação na Prática Educativa.
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27/01/2009
08:00 h – Organização Didática
10:00 h – Intervalo
10:30 h – Políticas Públicas para Educação Profissional e o PROEJA
Tarde: Planejamento dos cursos de Edificações (Subseqüente/Concomitante e Integrado)
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28/01/2009
Manhã e Tarde: Planejamento dos cursos de Eletromecânica (Subseqüente/Concomitante, Integrado e PROEJA)
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29/01/2009
Manhã e Tarde: Planejamento dos cursos de Informática (Subseqüente/Concomitante, Integrado e PROEJA)
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Todos os professores foram convocados para participar. Ao final faremos um comentário sobre as atividades.
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domingo, 25 de janeiro de 2009

"NOIADOS"? - II.

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Floriano é uma cidade cheia de surpresas. Retornando ao arrombamento e furto de minha residência fiquei sabendo, pelos comentários em torno do fato, que existem pessoas que trabalham com compra e venda de ouro sem o menor cuidado com a origem desse metal.
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É mais ou menos assim: o sujeito chega nesses locais com uma ou mais peças de ouro (prata também) e oferece ao comerciante. Ele olha para a cara do sujeito e percebe que o mesmo não tem como ter adquirido legalmente o metal e oferece um quarto do valor. O sujeito que está ali para fazer negócio de qualquer jeito, pois tem que voltar com o dinheiro, aceita.
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Existem aqueles que fazem só este tipo de trabalho. A sua função é repassar objetos furtados. No meu caso alguns cordões de ouro, pulseiras e aneis que minha sogra havia doado à minha esposa. Coisas que ela nunca havia usado. Apenas guardava como relíquia. Me pediram para levar a um desses comerciantes uma peça de um par de brinco que ficou jogada no chão para ver se aparecia algum semelhante para identificação do sujeito que, por ventura, vá lá vender o produto do furto de minha residência.
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Não existe coisa mais absurda. Quase todo mundo sabe desse tipo de comércio. Quase todo mundo sabe que este tipo de comércio alimenta a prática de roubos e furtos. Quase todo mundo sabe que é daí que surge a movimentação criminosa de dinheiro envolvendo inclusive drogas e outras "coisitas" mais. Quase todo mundo finge que não vê e não sabe.
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Eu, agora, sei. Muitos que já foram roubados, ou furtados, sabem. Será que quem de direito existe para coibir esse tipo de prática também sabe? Se sabe, por que essas coisas continuam acontecendo? Se não sabem, por que aqueles que mais informados deveriam ser não têm conhecimento disso? Será que este tipo de comércio é legal?
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São coisas estranhas que muita gente faz vista grossa porque interessa a muita gente não ser notada naquilo que gera as suas riquezas estranhas.
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sábado, 24 de janeiro de 2009

PINTURA DE FAIXAS DE TRÂNSITO.

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Uma coisa muito, mas muito estranha mesmo está acontecendo em Floriano. Passeando pelo centro podemos constatar que nos locais mais movimentados e asfaltados estão sendo feitas pinturas e sinalizações de trânsito.
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Maravilha. Muito bom mesmo. Pedestres e condutores de veículos ficam agradecidos pelo poder público municipal cumprir o seu dever.
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Mas a gente fica pensando naquilo que nos é estranho. Por que essas sinalizações estão sendo feitas agora? Dizer que é por causa do carnaval é muito simplório. Tem alguma coisa estranha nessa decisão.
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Nos últimos quatro anos tivemos a oportunidade de ter pessoas responsáveis pela hoje Superintendência de Transporte e Trânsito (SUTRAN). Nunca as ruas de Floriano foram sinalizadas nesse último mandato do prefeito JOEL.
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Por que agora, início de seu novo mandato, as ruas estão sendo sinalizadas? Essa pergunta é pertinente para entendermos o absoluto fracasso dos secretários anteriores.
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Podemos levantar algumas hipóteses e levarmos o raciocínio adiante na busca de respostas. Se haviam verbas na SUTRAN para fazer sinalizações nas administrações anteriores, por que não foram feitas? Incompetência por si só justifica tamanho descaso? Se as verbas estavam disponíveis e as sinalizações não foram feitas, então temos claramente exposto o motivo da substituição na pasta da SUTRAN?
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E as prestações de contas que previam substituição e sinalizações de trânsito podem ser confirmadas?
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Se por outro lado o prefeito não disponibilizou verbas para os administradores anteriores fazerem as sinalizações e as prestações de contas previam este trabalho, como se justifica isso? Se não disponibilizava as verbas por que não o fez? Não confiava o prefeito em seus colaboradores? Estava boicotando seus colaboradores? Por que eles se submeteram a tal estado de coisas? Pelo salário? Pelo status? Pelos amigos que necessitavam dos empregos?
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E o atual superintendente está fazendo o trabalho por quê? É mais competente? É figura carimbada da preferência do prefeito? Sabe buscar os meios de fazer as coisas acontecerem?
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O prefeito disponibilizou o dinheiro com que intenção? De mostrar que neste mandato ele vai fazer alguma coisa por nossa cidade? Nem que seja pintar as ruas?
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Só sei dizer que a baixíssima qualidade (ou mesmo a ausência total dela) do asfalto vai desfazer todo o trabalho em poucos dias. Primeiro porque o tal asfalto está todo se desfazendo. Segundo porque estamos em período de chuvas e as pinturas ficarão sujas demais para serem notadas.
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É muito bom ver que o prefeito tinha alguma razão quando ele me disse que alguns secretários do mandato anterior ficavam atrás das mesas esperando o prefeito mandar fazer aquilo que tinha que ser feito. Pelo menos agora estamos vendo que alguns aprenderam a lição e estão se mexendo. Vamos aguardar as outras áreas para ver se os exemplos serão seguidos.
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Só mesmo na área de construção e infraestrutura é que parece que continuaremos na mesma. Obras inacabadas e outras abandonadas. Os mesmos questionamentos serviriam ao colaborador dessa pasta?
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PEÇO PACIÊNCIA AOS LEITORES.

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Voltarei a escrever diariamente no Blogue quando retornar às aulas. Nos períodos de férias me dá uma vontade de não fazer nada e viajar que a atualização diária fica comprometida. Mas dá para entender, não é?
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Um grande abraço.
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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

COMENTÁRIO SOBRE A POSTAGEM "TETO NO CHÃO".

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O Kaká não suportou a pressão para não sair do Milan. Continuou, por enquanto, lá. Não foi porque não quis ir para a Inglaterra, foi por não ter como explicar a inflexão moral diante dos milhões de euros. Só isso. Não foi amor ao time coisa nenhuma.
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"NOIADOS"?

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Eu estava em Teresina, ontem (22.01.2009.), quando fui avisado que minha casa havia sido arrombada. Voltei rapidamente.
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Portas arrombadas, coisas espalhadas pelo chão, livros desarrumados, documentos revirados. Roubaram um aparelho de DVD, uma TV pequena e joias de minha esposa. Mas antes de ir embora levaram um pedaço de linguiça caseira que estava na geladeira. Suponho que seja coisa de "noiado".
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Não sou policial, mas posso inferir isso. Fui à delegacia e prestei queixa de arrombamento e roubo. Ficou tudo registrado. Como é um típico roubo que ocorre às centenas em nossa querida Floriano não tenho esperança em ter minhas coisas de volta. Não por culpa do aparelho policial e seus equipamentos, mas pela mutiplicidade de casos acontecendo concomitantemente.
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E por que acontecem tantos casos? Taí uma pergunta que não sei responder. Talvez as autoridades constituídas para defender a população dos criminosos possam tentar dá uma resposta razoável.
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Na saída da delagacia perguntei aos policiais o que pode acontecer comigo se eu matar um elemento desse dentro de minha residência. Eles foram rápidos e disseram que eu seria preso e processado. Que ninguém pode cometer nenhum ato de violência contra esse tipo de gente. Aliás, contra nenhum tipo. Mas numa circuntância dessa as nossas reações podem culminar num ato desse tipo. Principalmente eu que tenho um temperamento explosivo. Na maioria absoluta das vezes eu me controlo, mas as vezes podemos perder as estribeiras.
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Vou continuar trabalhando para comprar outro aparelho de DVD e outra TV pequena. Mas vou ficar mais alerta, os "noiados" (elementos que fumam maconha e não têm como sustentar o vício) estão espalhados por toda a cidade. E, pelo jeito, morrendo de fome.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

PROMOÇÃO AUTOMÁTICA.

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Vejam o que pode acontecer como resultado da famigerada promoção automática em educação. Esta é uma postura que defende que todo aluno de escola pública deve ser promovido automaticamente para a série subsequente sem nem mesmo ter as condições intelectuais e técnicas para isso.
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CUNPRO
PESSOUA
INDIVIDO
SERTA
VOÇÊ
AUGUNHA
DEBEN
AVIDA
UMILDE
CRESENDO
CONHESSE
PARESSE
AQUE
AGENTE - (COLETIVO)
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Estas "palavras" as encontrei numa única avaliação de um aluno da 2ª série do nível médio. Fiz a avaliação contendo 10 questões básicas sobre os assuntos previamente analisados em sala de aula. E deu nisso aí.
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O temerário é que muita gente defende essa postura dizendo que está ajudando os alunos mais necessitados. Alguém pode ajudar outro fazendo com que ele se engane pensando que está preparado?
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Pois é.
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TETO NO CHÃO.

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Ontem, 18/01/2009., estava lendo um livro na cama e a televisão ligada lá na sala. Aí ouvi aquele som característico, na Globo, de notícia urgente. Fui olhar o que teria acontecido. Fiquei pasmo.
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Os repórtes noticiavam que o teto de uma igreja evangélica havia caído. Isto, na cidade de São Paulo. Comecei a acompanhar os relatos. Aí começaram a destacar que é a mesma igreja do casal que está preso, na verdade liberdade concidional, nos EUA por tentarem entrar naquele país com doláres "na cueca".
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O casal de pilantra, Apóstolo Estevam Hernandes e Bispa Sônia, tentando levar vantagem (não pagar os impostos devidos), foi pilhado, mas tiveram a desfaçatez de negar o crime. Não colou. A polícia americana mostrou fotos do apóstolo ao lado do dinheiro apreendido.
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Mas os criminosos enviaram mensagens aos seus dominados (fiéis) dizendo que tudo não passava de perseguição. O pior de tudo, e aí encontra-se o caráter entorpecedor da religião, é que eles acreditaram. Até a estrela maior daquela agremiação entorpecedora, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, o jogador Kaká, disse que que tudo era mentira.
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Mas o Kaká disse isso? Disse, sim. E mais de uma vez. E por que teria dito tal asneira? O motivo é simples: ele já deu declarações insinuando que quando deixar de atuar como jogador de futebol deseja ser pastor da Renascer. Tudo bem, ele já é rico e não precisaria fazer o que o casal de pilantras fez.
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Não. Não é bem assim. Essas instituições entorpecedoras não pagam impostos sobre o dinheiro arrancado dos dominados (fiéis). Esse dinheiro pode ser usado da maneira que os dominadores quiserem. Sem ter que prestar explicações a quem quer que seja. Mas o Kaká é um homem de deus, ele já tem dinheiro bastante para se meter com coisas sujas.
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Não. Nesse caso também não é assim tão simples. Ele disse que não sairia de seu time de futebol, Milan, de jeito nenhum. Mas aí apareceu o Manchester City e ofereceu € 110 milhões - mais de R$ 340 milhões. Tudo mudou. Na última partida que fez pelo Milan ele chegou até a se despedir dos colegas jogadores em campo ao final da partida.
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Um retrato fiel da decepção marcada pela crença numa postura moral irretocável de Kaká foram os cartazes que alguns torcedores do Milan levaram ao estádio de futebol. O jogador sempre exibe uma segunda camisa, que já ficou famosa, com os dizeres “I Belong to Jesus” - eu pertenço a Jesus . Alguns torcedores criaram um cartaz em que se lia: "I belong to money" - eu pertenço ao dinheiro.
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Nisso reside alguns dos motivos que levam a crer que a postura de Kaká em defender os pilantras da Renascer em Cristo tem um propósito muito mais evidente que simplesmente dizer que seus gurus são inocentes. Ele deseja que a imagem dos que comandam seja respeitada, e continue assim. Pois quando ele se tornar "pastor" não encontrará atmosfera de dúvidas sobre a "missão" que ele carrega. Ele sabe que os líderes da igreja são culpados. Sabe, sim. Mas não pode admitir para não comprometer a imagem de quem mais vier a ser. E ele é forte candidato a isso.
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Mas quando vi os motivos que levaram o teto a desabar fica patente a irresponsabilidade que esses caça bobos teem em relação aos seus dominados. O prédio é originariamente um cinema construído na década de 1950. Há cerca de dez anos houve problemas com o teto - como disse uma representante da associação de moradores. Mas no ano passado um engenheiro da prefeitura de São Paulo deu o ok para funcionamento da armadilha. E deu no que deu.
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O pior de tudo é que o casal de pilantras manda uma mensagem da prisão domiciliar onde se encontram hoje em dia nos EUA dizendo que "As pessoas foram colhidas por Deus." Como se Deus fosse um ser tão mal e sem o que fazer aos domingos à tardinha que resolve fazer desabar um teto só para ter mais companhias a ele.
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Mais na frente eles dizem assim: "Foi uma grande fatalidade o que ocorreu. Não sabemos o motivo. Mas há de haver um propósito para tal sofrimento." Fatalidade é uma crença que diz que as coisas não podem ser de outro jeito além do que são, porque já foram programadas para ser de tal forma. Não tem como fugir. De novo colocam Deus numa situação vexatória. Ele já teria programado que aquelas pessoas tinham que morrer com uma grande paulada na cabeça. Que Deus maldoso, não é? Mas foi o que eles disseram.
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O propósito para que este fato tenha ocorrido seria para que as vítimas fossem viver ao lado de Deus sem os sofrimentos de nossa vida terrena. Olha, é a maneira mais fácil de desejar tirar de suas costas a responsabilidade sobre o ocorrido. Por que não fizeram uma vistoria rigorosa nas estruturas principais do prédio antes de colocarem quase duas mil pessoas em risco todos os dias? Isso é irresponsabilidade. E assim essa ocorrido deve ser tratado.
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Eles não querem saber de nada. Querem saber do resultado financeiro final arrancado dos dominados a cada culto. Só, isso.
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Religião é uma lástima, sempre. Quero deixar uma dica de filme para aqueles que desejam refletir sobre as mais variadas práticas religiosas durante a história. O nome do filme é "As sombras de Goya". Vejam e sintam para que verdadeiramente servem as religiões do ponto de vista daqueles que dominam.
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domingo, 18 de janeiro de 2009

CRIME EM GAZA.

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Não sou estudioso nem muito menos leitor interessado pela questão que envolve judeus e palestinos. Mas o óbvio qualquer um é capaz de ver: há crime de guerra em Gaza. Quem está acompanhando pode notar a desproporção de forças nesta dita "guerra". No meu entendimento um genocídio. Talvez os alemães estejam calados até agora para apreciar a imagem de aniquiladores que será emplacada aos judeus.
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Não tenho paixão por nenhum dos dois povos. Não sou partidário de fundamentalistas religiosos. Não tenho simpatia por imbecis que se extinguem em nome de uma ficção (na versão mais evidente). É claro que vou não abordar os motivos econômicos, geopolíticos, culturais que permeiam essa burrice toda. Mas posso dizer que é o meio mais primitivo de controle de natalidade. Religião só serve para duas coisas: para entorpercer e para gerar violência.
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Então, o que fiz para ajudar àqueles que desejam ter uma visão sobre as atitudes da imprensa escrita e os jornais televisivos? Recebi um artigo do Filósofo PAULO GHIRALDELLI JR. e resolvi dispor a todos os interessados. Àqueles que gostam de lê.
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GAZA OU "PEQUENO ENSAIO SOBRE A BURRICE E SOBRE A INTELIGÊNCIA".
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14/01/2009.
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O que é um homem estúpido? O que é ser um perfeito burro? O que é ser uma pessoa inteligente? O que é ser alguém verdadeiramente perspicaz? Perguntas como essas ainda são as que mais entusiasmam os psicólogos, filósofos e historiadores americanos inteligentes. Uma vez bem respondidas, são as que fazem as companhias inteligentes de produção de marketing – comercial ou político – faturar seus milhões. Confundir um público estúpido com um público inteligente é um erro imperdoável – uma estupidez cujo preço é alto.
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Na maioria das pesquisas sobre a estupidez e a inteligência, independentemente das sofisticações acadêmicas, o resultado popular aplicável ainda se mantém o mesmo dos anos cinqüenta. Foi quando a nova noção de inteligência, vinda do Movimento da Escola Nova, ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos e as fronteiras das estantes acadêmicas para se integrar na vida comum. Foi quando uma outra semântica a respeito do assunto entrou em jogo a ponto de dirigir o vocabulário dos jornais. Pois só no pós-guerra é que realmente a noção de inteligência, que no começo do século John Dewey havia aliado à capacidade de formular hipóteses e equacionar e resolver problemas, passou a ser assim vista nos meios de comunicação de massa.
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As décadas de 1960 e 1970 foram períodos de dura luta entre a noção de inteligência, montada a partir dessa nova ótica, e a noção de inteligência tradicional baseada na erudição (vazia) e na capacidade de memorização e coisas do gênero. Os programas de “Quiz”, que se tornaram populares na TV americana (aliás, eis um filme ótimo sobre o assunto:
Quiz Show, 1994, dirigido por Robert Redeford), e que atingiram o Brasil dado a evolução precoce da TV entre nós, eram uma maneira nova de fazer a apologia do velho. Eles perderam o interesse bem depois, é claro, uma vez que a noção tradicional de inteligência venceu a guerra semântica.
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Um homem burro, estúpido, hoje em dia, às vezes é até mesmo associado à grande memória. Em um prazo de meio século houve uma quase inversão da semântica. Qualquer um hoje sabe que uma memória gigantesca pode ser sinônima de estupidez. Cada vez mais as pessoas qualificam o burro como o que fixa coisas, e o inteligente como o que muda coisas e que é capaz de se locomover em situações novas, isso quando não é ele que ajuda na criação do novo.
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Inteligência tem a ver com mudança, rapidez, capacidade de pensar diferente do estabelecido, habilidade de levantar novas hipóteses para velhos problemas e de equacionar novos problemas segundo novas perspectivas. O burro cumpre sua função literal: empaca. O inteligente se movimenta.
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Quando aplicamos essa semântica aos que se posicionam na grande imprensa ou na pequena imprensa, no meio virtual ou não, na TV ou no rádio, nas cátedras universitárias ou nas classes do ensino fundamental, sobre o assunto “Gaza”, fica fácil perceber um dos problemas mais graves da leitura das informações. Mudamos a noção de inteligência, mas nem por isso há mais inteligência para ler as coisas. Pois a maior parte das interpretações que vemos é burra, ou seja, quer a todo custo não enfrentar o que vê segundo olhos novos que a nova situação exige. O que se quer fazer é a estupidez: fixa-se algo na cabeça, por uma exacerbação da memória (que é confortável), e há a recusa de enfrentar os problemas segundo novas óticas.
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Um dos problemas de burrice que mais assusta é o fato de vários lerem o que ocorre hoje em Gaza segundo a ótica fixada pela Guerra Fria. Ou seja, antes a geopolítica que a ideologia é que determinava o que era ser de esquerda e o que era ser de direita. As ideologias foram dispensadas, embora muito se falasse delas, e o alinhamento geopolítico passou a contar de fato. Nesse caso, Israel aliou-se ao Ocidente e, em especial, aos Estados Unidos. Israel nasceu de líderes socialistas, mas não comunistas, mas isso foi dispensado pela geopolítica e pela mentalidade gerada na Guerra Fria. Os palestinos não tinham nenhuma simpatia pelo comunismo, ao contrário, eram adeptos de sistemas de vida arcaicos, mais próximos do regime feudal que do capitalismo ou do socialismo. No entanto, na geopolítica, caíram para o lado de Moscou. Não tendo o que fazer diante de gigantes, acabaram cedendo. A maior parte da esquerda e da direita oficial nos países ocidentais, que também seguia a geopolítica, assim tomou as coisas.
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Tudo isso acabou. Mas o burro é o que não muda. O estúpido é o que quer ver o mundo como apenas repetindo a história. A concepção da história como roda, onde nada ocorre, tudo se repete, é a concepção da história típica do estúpido.
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Acabou a URSS e o comunismo defendido por aquele império desapareceu. Por sua vez, desde os anos 70 os Estados Unidos estão se transformando, tentando com idas e vindas ampliar e aprofundar sua democracia. Uma tarefa dura: Lindon Johnson foi o homem que mais fez pela criança pobre e negra nos Estados Unidos, ao mesmo tempo foi no governo dele que mais bombas foram jogadas, indiscriminadamente, no Vietnã. Isso é só um exemplo do drama da Nova Roma.
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Os Estados Unidos possuem uma democracia velha, sólida, mas que tem dificuldades imensas em se reconhecer como centro do Império, como uma Nova Roma que precisa antes cuidar bem das províncias que tratar todas, sem clareza, como amantes dos bárbaros. Muitas vezes os Estados Unidos querem levar a democracia à força para lugares em que ela só vingaria por outros métodos. Afinal, é uma atitude pouco interessante levar a democracia à força para algum lugar! O Paradoxo Figueiredo (“prendo e arrebento quem for contra a democracia que vamos instaurar”) nunca foi algo a ser aconselhado. Mas foi obedecido tanto por Democratas quanto por Republicanos, em várias ocasiões; e parece agora que Hilary Clinton quer mudar isso. Tomara que consiga. Mas, enfim, o fato é que os Estados Unidos que aí estão não são mais os Estados Unidos que apóiam qualquer regime contra a URSS, pois esta não existe mais. E ser de esquerda, nos Estados Unidos, já não é mais pecado. Os Clinton, por exemplo, puderam se declarar “de esquerda”, já velhos, como de fato foram na juventude. A idéia de esquerda e direita, onde ela ainda vinga, está mudando.
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A esquerda e a direita, hoje, não podem mais ser tomadas a partir da geopolítica. Mas os estúpidos, os que não conseguem mudar, ainda olham para palestinos e israelenses como quem olha para aliados do que seria a esquerda e aliados do que seria a direita. E assim fazendo, se posicionam e saem às ruas para manifestações pró um lado ou pró outro.
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Os mais envergonhados saem pedindo a paz. Uns poucos possuem de fato planos para a paz. Outros são burros, que não pedem de fato a paz, pedem apenas o cessar fogo. Ora, como aplicar o “cessar fogo” quando os dois lados já estão nas trincheiras? Uma guerra se evita não deixando que os soldados se encaminhem para o conflito. Um cessar fogo só se aplica quando o conflito corpo-a-corpo, como o que ocorre no momento em que escrevo, ainda não ocorreu. No momento em que escrevo o cessar fogo é um grito inócuo, as coisas já não tem mais volta. Tudo que há de esperança para o Hamas se divide em dois tópicos: 1) eles terão algum lucro se tiverem algum líder vivo capaz de retomar o controle do grupo após as próximas horas; 2) e para tal devem torcer para que o dinheiro gasto na guerra, pelos israelenses, comece a pesar no bolso judeu – para quem, de fato, as coisas no bolso fazem diferença –, e comece também a dar indicações que as eleições podem não dar certo para os partidos situacionistas, como no primeiro momento poderia parecer. Fora disso, o Hamas será dizimado. E uma parte da população palestina, inocente ou não, irá junto. Os palestinos a favor ou contra o Hamas ampliarão seu ódio aos isralenses. Os israelenses que quiserem ajudar o povo palestino, após a guerra, irão ser tomados como traidores. Mas uma boa parte dos israelenses estão decididos a darem combate “definitivo” a qualquer grupo que os atacarem. E já faz algum tempo que Israel não obedece nenhum comando dos Estados Unidos. Não são os Estados Unidos que são aliados de Israel, os Estados Unidos se tornaram refém de Israel. E há uma nítida vontade de Israel que Obama já tome posse nessa condição de refém.
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Analisar a guerra fora dos parâmetros do quanto é gasto ali por dia e não prestar a atenção sobre como que poderia ou não ser feita a intervenção contra o Hamas sem matar crianças, é ser estúpido. É não querer pensar. Ao mesmo tempo, não lembrar que o Hamas é, sim, um grupo terrorista e totalitário (portanto, sem nenhuma conotação socialista que valha a pena enaltecer), e que está longe de Arafat, é se manter avesso ao uso da inteligência. Analisar a guerra fora da consideração dos parâmetros eleitoreiros de Israel, e do quanto o governo israelita está tentando trazer para o conflito os Estados Unidos (a partir de Clinton, os Estados Unidos haviam deixado de dar prioridade à sobrevivência de Israel) também é uma atitude de fixação do raciocínio, de não querer pensar com parâmetros mudancistas. Novamente é o empacar do raciocínio. E quem empaca é o burro. É a função dele: empacar.
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Espero que no próximo conflito (conseguiremos ser inteligentes mesmos, e evita-lo?) as pessoas parem de se posicionar automaticamente de um lado ou de outro, uns gritando por ditadores e outros gritando por democratas militarizados.
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Quando Bin Laden atacou os Estados Unidos, no meio daquela confusão toda, com mortes horríveis, o Diretório Estudantil da Unesp de Marília, e vários outros diretórios estudantis daquela Universidade, junto com professores de ciências sociais e filosofia, deram festas. Eu vi e fiquei pasmo! Inclusive houve participação dos professores por meio de seus sindicatos. As pessoas bebiam e comemoraram (com o nosso dinheiro, o do contribuinte) o ato de Bin Laden. Essas mesmas pessoas, no outro dia, estavam em sala de aula, acreditando que eram educadores e educandos. É esse tipo de coisa que é a burrice. Os garotos e os professores se achavam “de esquerda” fazendo isso. Por causa da incapacidade de usar a inteligência, de ver o novo e pensar diferente, ficaram estúpidos, e com isso, cruéis. Você não precisa ser burro.
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Paulo Ghiraldelli Jr.
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Filósofo
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sábado, 17 de janeiro de 2009

ESTE BLOGUE É PARA QUEM GOSTA DE LER.

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Um leitor me parou para comentar o meu Blogue. Eu estava andando a pé e ele de carro. Andamos dois quarteirões e eu ouvindo seus comentários. Disse para não publicar textos muito extensos, pois as pessoas desistem de lê-los.
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Pensei e pensei. Ora bolas, aqui não é uma página de notícias, um sítio de informações concisas. Isto aqui é Blogue que fiz para, exatamente, as pessoas que gostam de ler.
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Sinto pelos que nem sequer leem com atenção o que escrevo. Depois saem repetindo coisas que não escrevi. Vamos ler com cuidado porque senão o seu interlocutor que poderá ter lido o texto com atenção vai te achar um tolo.
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Vou continuar escrevendo extensamente. Ler é um hábito que as pessoas deveriam praticá-lo sempre.
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SUSTO.

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Ontem, 16/01/2009., quando ia à cidade de Picos para mais um dia de trabalho, por volta das cinco e quinze da manhã eu já saia do perímetro urbano da cidade de Nazaré do Piauí. Percorri uns dois quilômetros e me deparei com uma cena que jamais tinha visto. Viajava com luz alta e comecei a perceber alguma coisa estranha no meu lado da pista. Quando me aproximei o suficiente para perceber realmente do que se tratava, me surpreendi.
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Uma mulher sentada de frente para o carro. Com as mãos postadas no chão me olhava com um olhar desafiador. Um olhar mais que desafiador. Um olhar suplicante.
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Diminuí a velocidade e desviei para a esquerda. Acelerei quando a ultrapassava. Não quis saber qual seria a sua reação ao ter desviado o carro e seguido sem ter acontecido nada.
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Olhei pelo retrovisor e ela permaneceu imóvel. Não parei porque não sei qual era a sua intenção. Se era doida. Depressiva. Bêbada. Ladra.
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Poderia ter ficado lá. Mas tinha um compromisso com hora marcada com os alunos no período das férias. Poderia tê-la retirado de lá. Mas as várias experiências que envolvem fatos nas estradas geram um ceticismo desalentador e pertubador.
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Certa vez voltava de Aracaju, SE, com meu irmão, sua esposa e filhos. Quando já chegávamos a Paulo Afonso, BA, um caminhão passou por nós, em sentido contrário, em alta velocidade. Naquele momento uma pedra veio em direção ao parabrisa (mas como todos os vidros estavam fechados a pedra bateu e resvalou para cima do carro) e o quebrou.
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A minha reação imediata foi parar. Meu irmão gritou para eu continuar na mesma velocidade. Com toda a dificuldade, pelo parabrisa quebrado, continuei. Uns dez quilômetros depois, paramos. Ele me contou que naquela região era muito comum ladrões jogarem pedras nos carros e aproveitarem o susto e o gesto automático dos motoristas de pararem, para assaltarem os mesmos.
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Esta e mais outras tantas situações geram um ceticismo exagerado e egoísta. Não parei. Não tive coragem de procurar saber qual(is) motivo(s) a teriam levado a tomar aquela atitude. Mas fiz um gesto que pelo menos alertou os motoristas que vinham em sentido contrário a tomarem cuidado com o trajeto. Pisquei as luzes e fiz gestos manuais. Os motoristas agradeciam e seguiam.
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Não sei no que resultou a atitude de extrema loucura daquela mulher. Quando voltei à tarde não encontrei nenhum indício de que algo trágico tivesse acontecido. Parei e perguntei a um passante próximo ao local se ele teria ouvido falar de algum "acidente". Ele disse que não era de seu conhecimento tal fato. Voltei mais tranquilo. Mais leve.
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Mas o que restou daquele episódio foi a interrogação: o que teria levado aquela mulher a tomar tal atitude? Talvez eu nunca venha a saber. Mas que construí várias possibilidades, isso eu fiz.
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Ainda bem que essa foi minha despedida dessas viagens a Picos. Nesse quase um ano de viagens não houve um mês que eu não tivesse visto um acidente. De várias formas e consequências, mas acidentes.
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Vou ficar mais tranquilo trabalhando no campus de Floriano do IFET.
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PARABÉNS, INGRIDY.

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Reservo aqui o direito e o dever de parabenizar a minha primeira filha pela vitória que obteve no vestibular da UESPI, Campus de Parnaíba. Ela fez o vestibular para o curso de Direito (13,03 candidatos por vaga - 30 vagas) e foi aprovada em primeiro lugar. É o resultado de seu esforço e determinação no rumo daquilo que ela deseja como profissão para garantir os meios de subsistência e sobrevivência. Ela teve a sua educação formal iniciada em Fortaleza e veio conosco para Floriano dá continuidade. Ela também foi uma das mais bem colocadas no exame do ENEM no Piauí. É isso aí, garotinha. Não siga os passos do seu pai. Não abaixe a guarda. Vá em frente.
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Voltei hoje de viagem e ao entrar na cidade, o telefone tocou. Era o resultado. Estou eufórico. Vou comemorar. Vou ao Bar da DELCI. Lá temos amigos e boa conversa. Vou tomar a cerveja do "Boçal" (bohemia) no copo do "Boçal" (tulipa), como diz a DELCI. Vou como um rio caudaloso sem se importar com quem fica à margem "observando". Aqueles que ficam "observando" tem uma preocupação: procurar saber por que o rio corre para o mar? Enquanto isso, não "observam" a si mesmos. Estão virando pedra. Vão fazer parte da paisagem soturna, somente.
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PS: O meu sobrinho, AIRTON FREITAS FEITOSA FILHO, acadêmico de Direito, foi aprovado no curso de História também na UESPI - Teresina. Parabéns por mais essa vitória, garoto.
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CÂMARA. 15 VEREADORES?

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O deputado federal pelo PC do b OSMAR JÚNIOR disse em vários meios de comunicação de Teresina nesta semana que dificilmente a Câmara dos Deputados votará a PEC que amplia (para outros faz retroagir o número tolhido pelo TSE) o número de vagas de vereadores nas cidades. E isso de acordo com o número de habitantes.
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Segundo o deputado, a PEC só voltará ao senado depois que o STF fizer a sua apreciação e se posicionar sobre o caso. Depois que voltar ao senado pode ser que seja necessário retornar à câmara de novo. Nesse vai-e-vem a câmara não terá tempo de se dedicar ao assunto neste ano.
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Desde 2004, ano que o TSE diminuiu o número de vagas, que a cidade de Floriano tem 10 vereadores. Temos quatro anos de experiência com a câmara funcionando com esse número de vagas. Nesses quatro anos nenhum dos dois presidentes da câmara, MIGUEL VIEIRA e CELSO CAVALCANTE, deu depoimentos lamentando que o número de vereadores era insuficiente para fazê-la funcionar. Nenhum deles disse que os trabalhos estavam emperrados por falta de vereadores.
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Pelo contrário, com apenas oito seções por mês, demonstra que há é excesso de vereadores. Alguns parlamentares argumentam que o trabalho nas comissões não é visto pela população. E que essas comissões absorvem o tempo restante do mês. Acredite se quiser.
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Essa experiência com dez vereadores demonstrou à população que esse número é mais que o necessário. Mas não é isso que pensa um número preocupante de suplentes. Estes dizem que não veem a hora de a PEC ser aprovada para que eles tenham a oportunidade de trabalhar pelo povo. Isto é rizível.
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Não precisamos de mais cinco vereadores. Precisamos de vereadores com qualidade técnica, profissional, moral para ajudarem a fazer de Floriano um lugar digno de se viver. Aumentar simplesmente o número de vagas nas câmaras não fará com que tenhamos esse aumento de qualidade. Pelo contrário.
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Se formos analisar os suplentes, pode causar ainda mais preocupação.
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Vamos aguardar o desenrolar desse fato. Vou torcer para que permaneça o número atual. Mas isso não depende apenas de bom senso. Então...
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VOLTEI.

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Estava em Picos a trabalho. Mas estou voltando ao Blogue aos poucos. Só será para valer quando terminarem as férias.
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

EM FÉRIAS.

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Alguns leitores perguntaram se estou com preguiça de escrever. De certa forma, sim. Gente, estou em férias e só quero conversar miolo de pote.
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Na verdade estou escrevendo um texto sobre o livro "Deus, um delírio" que li e já deveria ter escrito sobre ele.
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Mas em breve voltarei.
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Obrigado pelo interesse a todos que escreveram.
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ANTES DO NATAL.

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Véspera de Natal, uma parada na DELCI para atualizar os papos. ZEZIM (esquerda) e FLÁVIO (direita). Na folga do trabalho a gente se diverte.
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EDIMAR (esquerda) e DEDIM (direita). Cunhados se confraternizando antes do Natal. EDIMAR é casado com BETA (em férias), irmã do DEDIM.
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Esta cena é tradicional nas esquinas das Rua Sete e Aloísio Ribeiro (bairro São Cristovão). Todos os domingos pela manhã muitos amigos se encontram antes, ou depois do jogo para conversar. Aí temos (da esquerda para a direita) WAGUINHO (em férias), JUAREZ FEITOSA e CORRENTINO.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

CONVITE.

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Chegou, de novo, circo (o mesmo) na Rua Sete. O pessoal do circo propôs à DELCI fazer uma panelada amanhã para eles. Ela disse que já acertou.
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Acontece que ela nunca fez isso para os amigos mais antigos. Estou convidando todo mundo para tentar comer um pouco dessa panelada.
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Estarei cedo lá. - Ela fica olhando para a minha cara, quando faço isso. "O que é que tu tá querendo?" Digo: nada. As pessoas vão a um bar para nada mesmo, né DELCI?
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Amanhã, no almoço.
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Teve gente que reclamou da qualidade das fotos das últimas postagens. Explico: é que foram tiradas com a máquina do VALDO. Disseram que o flash dela faz a mesma claridade de um palito de fósforo. É o povo que diz. Não sou eu, não.
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DIA DE ANO NOVO.

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Foto na sala de jantar da casa de meus pais. Aí estamos: meu pai, JUAREZ FEITOSA; VALDO, AIRTON; AIRTON FILHO e eu. Conversávamos sobre alguns fatos regados a vinho português.
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VÉSPERA DE NATAL - V.

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Esta é D. MARIA DO AMPARO. Mulher lutadora. Não foge à luta. Religiosa. Tem muita dignidade. É sincera. Qualidades que aprecio, particularmente. Criou os filhos e deu as condições que tinha para cada um aproveitar e seguir a vida. A SÔNIA BRASILEIRO é uma das filhas dela. Depois digo os nomes dos outros. São vários.
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VÉSPERA DE NATAL - IV.

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Este é o FAN. Mora na Rua Aloísio Ribeiro. O HÉLIO disse que quando era criança o FAN quebrou o braço dele andando de bicicleta. Então, ele seria mais velho que o HÉLIO? "Não", ele diz. Tenho só 36. Outros dizem que quando começaram a fazer a Galeria ele passava o dia olhando os trabalhadores na construção. É sobrinho da EDMILSA SANTANA, professora mestre da UFPI, e do ÉMIDIO NONATO (radialista).
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Aqui é a MARIA do FAN. O nome já indica que são casados. Estava toda arrumada para festa de natal em família.
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VÉSPERA DE NATAL - III.

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À tarde fomos visitados pelo ZÉ BOGÓ. Mora na Beira Rio e tinha ido ao bar comprar a velha Maranhense (olha o vasilhame de pitchula na mão direita). Me pediu dinheiro para comprar. Dei dois reais e ele foi embora com o troco. Disse que era pela foto. Imaginem se fosse para aparecer na Glogo, heim?
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Quem não conhece esse cara? Ele trabalha como motorista na UFPI. É o LÉO. Mora no Irapuá II, como eu, mas não sai da Rua Sete e Galeria. Igual a mim.

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Este é o CARIOCA. Trabalha na Faculdade São Judas Tadeu. É morador da Rua Sete. Sua mãe, D. Elisa, já é quase centenária. Tradição.

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