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sábado, 11 de outubro de 2008

JOEL, UMA FLOR DE PLÁSTICO.

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Acessando o sítio do professor STEPHEN KANITZ (www.kanitz.com.br) pude ler um artigo cujo título, "As Vantagens da Democracia Negativa", contém um conceito que ele está propondo: democracia negativa. É um ponto de vista com o qual concordo em poucos aspectos (porque um direito meu).
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Mas naquilo que concordo desejo ressaltar nesta postagem. No artigo ele defende a idéia com argumentos por vezes irrefutáveis, como esse: "Outra característica da democracia negativa que poderíamos facilmente adotar é a obrigatoriedade de um mestrado em administração de todo candidato a um cargo executivo (nisso ele me supera e muito porque ele vive numa outra realidade, só desejo, inicialmente, uma qualificação). Atualmente a democracia legitima profissionais de outras áreas a exercer ilegalmente a profissão de administrador, quando deveria ser o contrário. Alguém que está disposto a ser prefeito ou governador por oito anos não tem desculpa para não estudar e se preparar por dois anos num mestrado de administração. Amadorismo sai caro."
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Sai muito cara, veja a nossa cidade que convive com um gestor que fica tateando a realidade na ação do testa e refuta. Mas mesmo assim recordo de um energúmeno que disse que para alguém ser prefeito não precisaria estudar, bastaria agir com o coração. O baba-ovo não tem a mínima noção do significado dessa pérola "elaborada" em defesa do chefete.
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A nossa cidade necessita de um prefeito com qualificação e conhecimento racionais sobre a realidade e sobre os problemas que nos impedem de ter uma cidade digna para se viver. A racionalidade exigida em todos os escritos de administradores e cientistas políticos sobre a atuação na administração pública não permeia as ações do atual gestor. Não é porque é público que qualquer um pode fazer o que quer. É exatamente por ser público que todos nós temos que zelar, cuidar e defender. Pois se refere a todos indistintamente.
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A falta de racionalidade é tão evidente que o gestor municipal agradeceu a Deus por ter sido eleito num programa de entrevistas na TV Alvorada de hoje, conduzido brilhantemente pelo profissional CHAGAS RABELO, e fez um arrastão até o bairro Guia para agradecer a sua eleição. Coisa primitiva, irracional, pois coloca o Deus em maus lençóis.
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Deus e JOEL são antípodas. São incongruentes. Pois JOEL representa tudo o que há de mais velho, arcaico e retrógrado em política e Deus não poderia concordar com as práticas dele em absoluto. Se houver algum acordo entre os dois, como JOEL disse na TV, ou Deus não é Deus, ou JOEL não é JOEL.
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Porque Deus não poderia nunca votar em candidato acusado de contratos superfaturados, empresas laranjas, nepotismo, patrimonialismo... Se não votar, ao menos torcer ou fazer qualquer coisa que venha a lhe favorecer. Se Deus deseja tudo isso para Floriano, como disse o prefeito na TV, então Deus não é Deus. O que para os verdadeiramente crentes isto é impossível.
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Se JOEL acredita e diz que Deus foi quem, em primeiro lugar, quis que ele fosse prefeito, então JOEL não é JOEL. Pois teria que negar todas as práticas que ele executa como prefeito e com as quais nenhum Deus estaria de acordo. Assim JOEL não seria ele mesmo, teria de negar tudo o que ele faz, teria que ser outra pessoa para ter o apoio de Deus. Nem que tenha sido para ganhar a eleição. Aí terá que prestar contas com o Homem quando morrer. Assim dizem as religiões.
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Mas vendo a entrevista - o cara foi ao cabeleireiro, fez escovinha, maquiou-se (ops, isso é literal), tá pensando que ele não pode? e adotou aquela velha postura da "segurança" no que diz - e foi mostrar a mais inquestionável e irrefutável constatação de que "as flores de plástico não morrem".
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